Ratinho intensifica sua posição e afirma que não ficará calado

Defesa nas redes sociais

O comunicador Carlos Massa, mais conhecido como Ratinho, usou suas redes sociais para expressar indignação após ser alvo de um processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF) que pede uma indenização milionária. As acusações de transfobia feitas contra o apresentador do SBT motivaram sua reação em defesa do direito à liberdade de expressão.

Posicionamento do apresentador

Através de uma publicação no Instagram nesta sexta-feira (13/3), Ratinho defendeu que suas declarações não foram discriminatórias. “Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo”, afirmou, encerrando de forma exaltada: “Eu não vou ficar em silêncio!”

Incentivo à liberdade de expressão

No post, ele encorajou outros profissionais a debaterem o assunto sem medo de retaliações. “E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas, apresentadores: falem. Publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”, ressaltou Ratinho. Em seguida, compartilhou diversos vídeos de políticos e influenciadores de direita nos Stories, reforçando preconceitos contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Origem da polêmica

A controvérsia teve início durante a exibição do “Programa do Ratinho” na quarta-feira (11/3). Durante seu discurso na TV aberta, o apresentador opinou sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Ele questionou o gênero da deputada, afirmando que “para ser mulher tem que ser mulher”. As declarações de Ratinho também incluíram críticas à Pabllo Vittar e à comunidade LGBTQIA+.

Reação de Erika Hilton

A declaração de Ratinho gerou forte repercussão nas redes sociais e motivou a deputada a recorrer à Justiça e ao Ministério das Comunicações contra o comunicador. Erika Hilton enfatizou que discursos desse tipo em programas de grande alcance contribuem para a violência contra minorias, reiterando que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo.

Posicionamento do SBT e da Justiça

Diante da denúncia formal de Erika Hilton, o Ministério Público Federal assumiu o caso, exigindo uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além de pedir a suspensão do programa. O STF já decidiu que a transfobia é considerada um crime racial no Brasil, sujeito a punições legais.

O SBT emitiu uma nota oficial para se distanciar das declarações do apresentador, ressaltando que repudia qualquer tipo de discriminação. A emissora garantiu que as opiniões de Ratinho não refletem a posição do canal e que o assunto está sob análise interna.

Diante da intensa repercussão, Erika Hilton reforçou que a discussão vai além de um conflito individual, representando uma luta pela dignidade das pessoas trans no país.

By Futriquei

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