Última homenagem ao eterno Teobaldo
O universo da comédia brasileira está de luto com a partida do talentoso ator e humorista Roberto Marquis, mundialmente conhecido como Teobaldo, aos 83 anos, na última segunda-feira (23/3). Sua presença marcante nos lares do Brasil se deu principalmente pelo papel icônico do Guarda Juju, presente no elenco do famoso programa humorístico “A Praça É Nossa”, sob a liderança de Carlos Alberto de Nóbrega no SBT.
O adeus do SBT
A emissora SBT emitiu um comunicado oficial à imprensa expressando suas condolências pela perda de um dos grandes nomes de sua programação. O comunicado ressaltou o talento e habilidade do veterano em encantar o público, especialmente atuando no lendário banco da praça, onde deu vida a personagens como Tanake e Osório.
A emissora também enalteceu a postura amável e solícita do artista nos bastidores. “Sempre pronto para arrancar sorrisos, Marquis deixará uma lacuna em nossos corações e na plateia, uma certeza de que seu legado alegrou muitas vidas. Aos amigos e familiares, nosso caloroso abraço”, finalizou o comunicado.
Uma jornada de sucesso
A trajetória de Roberto Marquis teve início em 1962, na extinta TV Tupi, marcando uma carreira versátil e repleta de conquistas. Além de seu sucesso na televisão, o artista ficou conhecido por criar frases de efeito populares, como o famoso “Boko Moko”, que se tornou gíria durante os anos 60.
O personagem inesquecível do Guarda Juju surgiu na década de 1970 em um comercial de TV, migrando posteriormente para o elenco de “A Praça É Nossa”, onde permaneceu por aproximadamente uma década divertindo o público brasileiro.
Além do sucesso na televisão, Marquis também se destacou em outras áreas do entretenimento. Ele gravou nove discos ao longo de sua carreira, com ênfase em projetos de marchinhas de Carnaval, e atuou em diversos clássicos da pornochanchada, como “Ainda Agarro Esta Vizinha…” (1974), “Efigênia Dá Tudo Que Tem” (1975), “O Bem Dotado – O Homem de Itu” (1978) e “Histórias Que Nossas Babás Não Contavam” (1979).
